Presidente Makoto Tanaka participa da entrega do Prêmio ECO 2003

Presidente Makoto Tanaka participa da entrega do Prêmio ECO 2003

 

O presidente da Câmara, Makoto Tanaka, foi uma das autoridades convidadas presentes na cerimônia de entrega do Prêmio ECO 2003, da Câmara Americana de Comércio de São Paulo, que aconteceu no dia 29 de agosto, na sede daquela entidade.

A homenagem anual daquela casa reconhece as empresas que, indo além de suas atividades no ambiente de negócios, contribuem efetivamente para o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida por meio de ações sociais. Cerca de 300 pessoas entre empresários, executivos, presidentes e diretores de entidades, representantes governamentais, entre outros, presenciaram o evento.

Os associados da entidade, compostos em sua maioria por empresas nacionais, seguidos de americanas e de outras nacionalidades, representam um considerável porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e do PIB do Mercado Comum do Sul (Mercosul). A Câmara Americana é uma das entidades empresariais mais importantes do país e conta com cerca de 6 mil associados em todo o Brasil, entre pessoas jurídicas, em sua maioria, além de físicas.

Investimentos chegam a US$ 2,8 bilhões em 21 anos

A primeira edição teve 38 projetos inscritos. Este ano foram 75, elaborados por 64 empresas. Desde que foi concedido pela primeira vez, o prêmio já recebeu 1.729 inscrições de programas, operados por 1.372 empresas. O total de investimentos nas cinco áreas, em 21 anos, supera US$ 2,8 bilhões.

Participação Comunitária foi a categoria com mais projetos inscritos no Prêmio ECO 2003 (21), seguida pela de Educação (20). A categoria Meio Ambiental reuniu 16 programas, Saúde, 10, e Cultura, 8.

 

Prêmio ECO 2003

Para este ano, na modalidade Meio Ambiente, o vencedor foi a Natura, com o programa "Biodiversidade Brasil", realizado em parceria com a TV Cultura de São Paulo; na de Cultura, o Instituto Itaú Cultural, com "Rumos Itaú Cultural"; em Participação Comunitária, a Albrás Alumínio Brasileiro, com "Nosso lixo tem futuro"; em Saúde, a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, com o "Programa de educação afetivo-sexual – um novo olhar"; e em Educação, o Banco Itaú, com "Escrevendo o futuro".

O programa da Belgo-Mineira também ganhou o Prêmio Especial Regional – categoria criada nesta edição para reconhecer empresas que têm sede nos estados em que a Amcham tem unidades regionais – no caso, Minas Gerais. O júri concedeu menção honrosa ao projeto "Elaboração de materiais instrucionais para o Programa de Saúde da Família", da Fundação Telefônica. E o vencedor do Prêmio de Estratégia de Atuação Social, escolhido pelo presidente do júri entre indicações feitas pelos jurados, foi o projeto "Ler é Preciso", da Companhia Suzano de Papel e Celulose.

Ariano Suassuna defende cultura brasileira no Prêmio ECO

O dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, em apresentação especial na cerimônia do Prêmio ECO, fez uma declaração de amor à língua portuguesa e à cultura brasileira. “Miguel de Cervantes, que não falava português, classificou essa língua como a mais melodiosa. Agradeço a Deus por ter nascido no Brasil e falar português”, afirmou. Suassuna defendeu a valorização dos contrastes regionais e condenou a pasteurização da língua, que classificou de “sotaque de aeroporto”.

Sobre as iniciativas empresariais voltadas à cidadania, Suassuna teceu um elogio especial às relacionadas à cultura. “Mas que esse apoio não sirva de pretexto para que o Estado se omita a investir em cultura”, alertou. Para o dramaturgo, o papel do Estado como provedor das atividades culturais deve ser comparado ao da Igreja na Renascença. “A cultura é o chão e o alicerce de um país e seu povo”, afirmou.

Maioridade cidadã

O presidente da Amcham-SP, Álvaro de Souza, antes da premiação, destacou a maturidade do projetos apresentados pelas empresas vencedoras do Prêmio ECO – que este ano também atingiu a maioridade, em sua 21ª edição. “A ação das empresas evoluiu de projetos voltados a seus funcionários, depois a um pequeno universo em seu entorno, para a preocupação legítima que vemos atualmente com temas como educação, cultura e meio ambiente, numa abragência nacional”, disse.

Para Sérgio Haberfeld, presidente do Conselho da Amcham-SP, esse movimento de ações empresariais em cidadania têm sido aperfeiçoado e hoje encontra um terreno fértil no governo Lula. “Essa parceria (governo e empresas) está melhorando, pela força que o governo tem dado. Isso sinaliza que vale a pena e que as empresas que investirem em projetos terão apoio e acompanhamento ”, afirmou.

 

Fonte: Amcham-SP