Câmara: Desenvolvimento do Cerrado Brasileiro é tema de Palestra
O vice-presidente da Campo – Companhia de Promoção Agrícola, Shigeki Tsutsui, fará palestra sobre Desenvolvimento do Cerrado Brasileiro, no próximo dia 14 de fevereiro, no Almoço de Confraternização da Câmara, em São Paulo.
Por muitos anos, Shigeki Tsutsui foi presidente da empresa Itochu Brasil S/A. e membro da Diretoria Executiva da Câmara, chegando a ser vice-presidente da entidade.
A Empresa
A Campo – Companhia de Promoção Agrícola foi fundada em 09 de novembro de 1978. Atualmente presidida por Emiliano Pereira Botelho, é uma empresa de capital binacional ("joint-venture"), com 51% das ações pertencentes ao lado brasileiro, representado pela Brasagro – Companhia Brasileira de Participação Agroindustrial e 49% ao lado japonês, representado pela Jadeco – Japan-Brazil Agricultural Development Corporation. A participação governamental e privada existe em ambas as partes.
Vale destacar que o atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Roberto Rodrigues, foi presidente da Brasagro entre 1990 a 1992 e conselheiro da Campo entre 1990 a 1995.
A empresa é responsável pelo estímulo à ocupação planejada de áreas em todo a região dos cerrados. Com sede em Brasília, hoje, a Campo está presente em nove Estados do Brasil. Atua na área de consultoria, com uma experiência acumulada ao longo de 22 anos na coordenação do Prodecer (Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado).
A empresa especializou-se no desenvolvimento agrícola de áreas dos cerrados e no monitoramento ambiental, com diversos contratos de consultoria na região, como por exemplo, com a Companhia Vale do Rio Doce (Corredor Centro-Norte de Exportação), Governos estaduais, Jica (Japan International Cooperation Agency) entre outros.
Na área de biotecnologia concretizou-se a Biotec, que pesquisa e desenvolve mudas de frutíferas, com alto padrão genético e fitossanitário (localizada em Paracatu-MG), e a Biofábrica em parceria com a Embrapa-CNPMF, também ligada ao desenvolvimento e comércio de mudas (localizada em Cruz das Almas-BA). Hoje, a Campo também possui um dos Laboratórios de Análise de Solo mais modernos do País, pioneiro na utilização do espectrofotômetro de emissão atômica em escala comercial, realizando tanto análise de solos, foliares, de corretivos, de fertilizantes e de água.
Prodecer
O Prodecer é o programa de maior duração em toda a história do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Foi criado em 1974, sendo implementado a partir de 1979.
Seu objetivo é o de estimular e desenvolver a implantação de uma agricultura moderna, eficiente e empresarial, de médio porte, na região dos cerrados, com vistas ao seu desenvolvimento, mediante a incorporação de áreas ao processo produtivo, dentro de um enfoque holístico de sustentabilidade.
O público beneficiário do Programa é constituído de médios agricultores associados a cooperativas, com características de capacidade de adoção tecnológica, tanto gerencial quanto de produção, espírito empreendedor etc., que conduzam os projetos a atingirem os objetivos do Programa.
É um programa que tem um enfoque de desenvolvimento regional uma vez que, com sua proposta, desenvolve paralelamente à produção, a infra-estrutura econômica e social, num apoio logístico à competitividade dos cerrados.
A primeira fase beneficiou a região sul dos cerrados, mais especificamente o Estado de Minas Gerais. A segunda, a área central dos cerrados, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. Atualmente está sendo executada a fase III, zona norte dos cerrados, nos estados de Tocantins e Maranhão.
Segundo o diretor-presidente da Campo, Emiliano Botelho, o Proceder levou a agricultura ao Cerrado. "Em 1980, o Cerrado não produzia 1% dos grãos brasileiros. Hoje, colhe 50% da produção brasileira. A região produz, por exemplo, 10% de toda soja do mundo", revelou, lembrando que o Prodecer ocupa, nas suas três fases, 370 mil hectares de terras cultivadas, onde estão assentadas 670 famílias, organizadas em cooperativas. Além disso, produz café com qualidade reconhecida internacionalmente.
As produtividades alcançadas têm sido significativamente superiores às nacionais, equivalendo e mesmo, em alguns casos, superando as da agricultura norte-americana. O efeito demonstração e irradiação tem multiplicado esta área na região várias vezes.
Geraram-se milhares de empregos, contribuindo para a redução do êxodo rural. Áreas despovoadas ou pequenas vilas transformaram-se, com a implantação dos projetos, em importantes pólos regionais.
A qualidade ambiental tem sido preservada, o que é comprovado por levantamentos sistemáticos da qualidade e vazão dos cursos dágua, da manutenção da biodiversidade dos insetos e da preservação das reservas vegetais e de sua biodiversidade.
A arrecadação de impostos tem aumentado significativamente nas regiões de implantação dos projetos.
O Prodecer tem sido modelo de integração interinstitucional. Internamente no País, os Estados têm a responsabilidade pela implementação da infra-estrutura econômica e social de apoio, a exemplo de estradas, eletrificação, comunicações, educação, saúde etc. O Ministério da Integração Nacional participa ativamente na área de infra-estrutura hídrica, nas obras coletivas de irrigação.
Externamente, o Programa é o ponto de destaque no relacionamento Brasil-Japão, sendo tema constante nas conversações e principal tema nos acordos assinados entre os principais mandatários dos dois países nas visitas realizadas. É um programa bastante divulgado no Japão, sendo motivo de várias reportagens especiais nos diversos canais de comunicação de massa. É enfática a participação das iniciativas privada e governamental nos dois lados. Destaca-se neste cenário a participação da Japan International Cooperation Agency – Jica, do governo japonês. Até o momento, na área de pesquisa, dezenas de especialistas japoneses foram enviadas ao Brasil, basicamente para a Embrapa/CPAC, US$ 5,2 milhões foram aplicados para a instalação de equipamentos e também, dezenas de pesquisadores brasileiros foram enviados ao Japão.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Departamento de Fomento e Fiscalização da Produção Vegetal – DFPV, é o responsável pela gestão e supervisão do Programa. Sua execução é de responsabilidade da Companhia de Promoção Agrícola – Campo.
Frutas irrigadas avançam no Cerrado
Além de bater recordes de produtividade com a soja, o Cerrado agora está conseguindo também bons índices na fruticultura. Na região, os agricultores obtêm produtividade superior à maior média mundial. Em Quirinópolis (GO), por exemplo, a média é de 100 toneladas de banana por hectare, ou seja, o dobro da média em Costa Rica, onde o índice é de 42 toneladas por hectare.
Clima bom, manejo adequado do plantio e variedades isentas de doenças são os ingredientes que compõem a receita de sucesso da bananicultura do Cerrado. As mudas, do laboratório da Companhia de Promoção Agrícola (Campo) de biotecnologia vegetal, em Paracatu (MG), são fruto de pesquisas desde 1991. Atualmente, das 10 milhões de mudas produzidas pela empresa, suficientes para 1,5 mil hectare de banana, um terço estão em terras do Cerrado e o restante no Nordeste e Norte do País.
Mais informações sobre o evento, contatar com a Secretaria da Câmara, pelo telefone 287-6233.





