O terceiro fórum do segundo semestre da Câmara foi realizado em formato online pelos departamentos de Transportes e Serviços e de Comércio Exterior, na manhã desta quarta-feira (31), das 9h às 10h, com mais de 85 participantes. O mediador do encontro foi Nolan Moritani (Tokio Marine Seguradora S.A.), presidente do Comitê do Fórum.
No início, Hiroshi Akiba (Itochu Brasil S.A.), presidente do Departamento de Comércio Exterior, apresentou o tema “Retrospectiva do primeiro semestre de 2022 e perspectivas futuras”, do setor. Explicou sobre a tendência da balança comercial brasileira, os 15 principais itens de exportação, com destaque a soja, petróleo, minério de ferro, óleo combustível, carne bovina e países parceiros de exportação China, Estados Unidos, Argentina, Holanda e Espanha, e os 15 principais itens importados dentre os quais óleo leve, cloreto de potássio, petróleo, carvão betuminoso e GLP. Cloreto de potássio, carvão betuminoso, uréia e fosfato de amônio são importados da China, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Bielorrússia. Os itens de exportação para o Japão são minério de ferro, frango, alumínio, soja, pellets e as importações, redutores, coque, trilhos, motores. Também, mudanças no investimento direto no Brasil e destaques no segundo semestre.
O vice-presidente do departamento Yuki Furuki explicou sobre o Mercosul, incluindo a redução de tarifas comuns na região, o acordo de livre comércio Cingapura-Mercosul e o acordo de livre comércio China-Uruguai.
No Departamento de Transportes e Serviços, o presidente Toshitake Daigo (MOL Brasil), os vice-presidentes Taisuke Fujishiro (Nippon Express do Brasil Transportes Internacionais) e Kazuyuki Noguchi (HIS Brasil) fizeram apresentações sobre os segmentos de transporte marítimo, carga aérea, outras logísticas, viagens, hotéis, passageiros aéreos e aluguel de carros.
Olhando para o segundo semestre do ano passado, pode-se observar o volume de importação/exportação de contêineres, transporte de veículos acabados, carga seca a granel, volume de movimentação de importação/exportação de carga aérea nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, tendências de preços de combustível de aviação/petróleo bruto e o adiamento de introdução do DUIMP (Declaração Única de Importação) – novo documento eletrônico que reúne todas as informações de natureza aduaneiras -, escassez de semicondutores, aumento vertiginoso das taxas de frete aéreo e marítimo, agravamento dos prazos de entrega e greves alfandegárias no final do ano.
Nas perspectivas deste ano, os esforços de descarbonização, guerra entre Rússia e Ucrânia, mudanças nos preços do petróleo bruto, mudanças nos passageiros domésticos, passageiros internacionais, hotéis e aluguel de carros domésticos e a retomada dos voos de passageiros. Explica o impacto de novas cepas mutantes da ômicron (falta de tripulação de voo e de pessoal no aeroporto), aumento dos custos de combustível, segurança dos trabalhadores portuários na crise da pandemia do coronavírus. Também, a reabertura das fronteiras do Japão à medida que as contramedidas contra o coronavírus são gradualmente
facilitadas.






