Antonio Vidal Filho e Eduardo Nunes Gaudereto, respectivamente sócio-diretor e consultor de Intelecto RH, foram os palestrantes da reunião mensal da Comissão de Estudos de Assuntos Trabalhistas, realizada no dia 19 de maio, na sede social. Estavam acompanhados pelos sócios-diretores da empresa Mariko Rosmei Igarashi e Vinícius Garçom.
O encontro foi coordenado por Marcos Haniu, sócio-diretor de Authent Gestão Empresarial e Sérgio Alexandre Melleiro Filho, gerente de RH e Relações Corporativas da Fuji Film do Brasil.
A programação começou com a troca de informações entre os membros presentes para logo em seguida as exposições.
Vidal diz que o grande desafio do executivo para desempenhar o papel de líder numa corporação seria estabelecer uma ponte entre a estratégia e a execução. Exemplificou uma rede de supermercados que obteve um "resultado fantástico", porque segundo ele "a diretoria não ficava apenas no escritório, mas visitava as lojas e as pessoas dentro dos estabelecimentos", criando assim a cultura da execução. A execução seria a meta, a chave do resultado final, envolvendo-se com as pessoas, processos e a cultura da empresa. "Temos que começar a pensar na execução, ter humildade e fazer acontecer", destaca.
Ele diz que é raro um presidente ir conversar com os operários na fábrica, o que pode causar a falência dos planejamentos estratégicos por falta de sensibilidade. "É extremamente importante a aproximação do presidente com os empregados. Que o presidente desça ao chão da fábrica. As coisas não acontecem sem as pessoas".
Quanto à escolha de profissionais por uma corporação, ele diz que na maioria das vezes, as pessoas são admitidas ou promovidas por simpatia, e não pelo atributo ou pela contribuição, e "são indivíduos que vão se acomodando". Na verdade segundo o consultor, deveria haver gente que contrabalançasse, que completasse esta situação, capaz de executar e fazer acontecer.
Eduardo Nunes Gaudereto reiterou e reforçou a idéia afirmando que o grande segredo para fazer essa ponte seria um líder guiar as pessoas para alcançar resultados, criando assim um elo entre a estratégia e a execução. "O líder deve diminuir essa distância através das pessoas. Ele tem que valorizá-las, conhecê-las e estar próximo delas. O líder tem que focar o resultado, ter um olho no futuro, na mudança, na inovação. Ele delega a alguma pessoa compartilhando as responsabilidades. Ele tem que ser visionário, antevendo o mercado e a reação das pessoas".
RI / CCIJB – 19/05/2005






