O deputado federal, Emerson Kapaz (PPS-SP), teve sua postura elogiada pelo presidente da Câmara, Akira Kudo, durante o Almoço de Confraternização da entidade e foi aplaudido pelo público-participante. "Ao cumprimentarmos Vossa Excelência, gostaríamos de saudá-lo pelos relevantes serviços prestados na Câmara Federal", disse o presidente.
Emerson Kapaz é o relator do Projeto de Lei nº 3.741/00, que alterou a Lei das Sociedades Anônimas. Eleito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), como um dos parlamentares mais atuantes nos anos de 1999, 2000 e 2001 (cabeças do Congresso Nacional).
O almoço que reuniu cerca de 100 pessoas, entre associados e convidados, foi realizado em São Paulo, no dia 14 de junho, e marcou a reaproximação e o fortalecimento das relações com o deputado Emerson Kapaz, que foi um dos incentivadores na vinda de empresas japonesas ao Estado de São Paulo, como as fábricas de automóveis da Honda em Sumaré (SP) e da Toyota em Indaiatuba (SP), durante gestão do Governo Mário Covas, entre 1995 a 1998, época em que o parlamentar foi o secretário da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado.
A comparação de cenários, mostrando o quadro quando da instalação das montadoras com o momento atual, segundo o parlamentar traz uma notícia feliz. "A capacidade produtiva de automóveis da Toyota em São Paulo foi elevada dos 15 mil para 57 mil anuais", disse. "A produção efetiva passará dos atuais 15 mil unidades para 36 mil no final do ano 2003 ", destacou.
O presidente Akira Kudo imprimiu um ritmo acelerado de trabalho na semana do evento, cumprindo compromissos entre reuniões e viagens ao exterior.
O presidente mencionou que a visita do deputado Emerson Kapaz "acontece no melhor momento desta Câmara de Comércio", sendo as boas relações, entre a diretoria e os associados, pautadas por uma agenda positiva. Citou que "graças ao empenho dos mesmos, os processos de transformações da entidade estão sendo trabalhados para o maior entrosamento e uma integração mais efetiva entre os membros, como parte do empenho em oferecer uma Câmara "aberta" e "atraente".
Akira Kudo também reafirmou a postura da atual gestão, diante das demandas dos associados. "Estamos perfeitamente comprometidos com essa idéia". "Reforçando uma das marcas da nossa administração, que é a transparência", enfatizou.
O presidente destacou que a conclusão desses programas vai selar um novo momento para a Câmara. "Quando fecharmos tudo isso, temos a certeza de que estaremos fazendo uma Câmara efetivamente diferente", concluiu.
Para Kapaz, o Brasil passa por um momento de auto-afirmação. O parlamentar disse que apesar de o país ter conseguido diminuir as taxas de inflação, ter buscado o equilíbrio das contas e o cumprimento das metas do Programa de Ajuste Fiscal, precisa ir de encontro aos anseios da população, propondo o desenvolvimento e o resgate da dignidade dos excluídos, através da melhora da distribuição de renda. "Para nós brasileiros, é uma dádiva poder viver com uma inflação de 4% a 5% ao ano". "Mas, isso não basta", diz. "É necessário que a economia do país cresça 5%, 6%, 7% ao ano". Para isso, diz o deputado, "o Brasil precisa de uma meta nacional, com uma política industrial clara e estratégias do país delineadas para os próximos 20 anos".
Segundo Kapaz, as políticas comercial e industrial devem ser mais bem organizadas, a fim de dar consistência a um projeto de desenvolvimento competitivo. "O superávit da nossa balança comercial é hoje, devido à queda das importações. As exportações caindo e as importações caindo ainda mais", disse. "Precisamos de uma política industrial, agroindustrial, de financiamentos e de comércio exterior, sendo a 'marca Brasil´, conhecida e respeitada no mundo inteiro", discursou. "O Brasil hoje está conectado, inserido na globalização", emendou.
Em relação à questão da violência no país, de acordo com o parlamentar, o problema se resolve com o crescimento econômico, inserido numa política de distribuição de renda.
Emerson Kapaz enumerou três principais metas que o próximo governo deverá realizar: 1) Reforma tributária; 2) Reforma previdenciária, com menos dependência da poupança externa e recuperação da poupança interna; 3) Reforma política, com voto distrital, financiamento público de campanha, com partidos fortes e em menor número.
Sobre a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), Kapaz disse que o país deve almejar a sua entrada na integração hemisférica, desde que tenha um "projeto nacional claro, uma estratégia". Segundo Kapaz, "a partir disso, sobre o nosso ponto de vista e do nosso interesse, com projeto de desenvolvimento, chegar lá". Pois sem esse projeto, "as conseqüências ao seu povo serão graves", explicando que "sem tecnologias e taxas de juros que os EUA têm, as empresas brasileiras serão absorvidas pelas norte-americanas".
O deputado definiu o seu perfil como um empresário que entrou na política, tendo o seguinte ideal: "que o Brasil mude o problema da distribuição de renda". "E isso não acontece se não valorizarmos a política", concluiu.
No encerramento do discurso, lembrou algumas das enormes potencialidades que o Brasil possui. "Maior biodiversidade, 20% da água do mundo, principais reservas de minerais, povo que não tem problema de raça, guerra e língua", finalizou.
Rubens Ito / CCIJB – 14/06/2002





